Inventário ou Holding: qual a melhor opção para transferir patrimônio à família em Mato Grosso?
Análise comparativa das duas principais estratégias de sucessão patrimonial para famílias e produtores rurais do MT — e como escolher a mais adequada para o seu caso.
Inventário: o caminho tradicional e seus custos ocultos
O inventário é o procedimento legal obrigatório para transferir bens de uma pessoa falecida para seus herdeiros. Em Mato Grosso, pode ser feito de forma judicial — no Fórum — ou extrajudicial — no cartório, quando não há herdeiros menores ou incapazes e todos concordam com a partilha.
O problema é que mesmo o inventário extrajudicial envolve custos elevados: ITCMD (até 8% em MT), honorários advocatícios, taxas cartorárias e ITBI no caso de imóveis. Para um patrimônio de R$ 2 milhões, os custos podem ultrapassar R$ 200.000.
Holding Familiar: planejamento que transforma o custo em investimento
Com a Holding Familiar, a transferência do patrimônio para os herdeiros se dá pela simples transmissão de cotas societárias — sem inventário, sem ITCMD sobre o valor total dos bens e sem anos de espera.
O custo de constituição da holding é um investimento pontual. Para um patrimônio equivalente, a economia pode ser de 60% a 80% em relação ao inventário tradicional, além de garantir continuidade imediata dos negócios e das operações rurais em Mato Grosso.
Qual escolher? Depende do momento em que você está
Se o falecimento já ocorreu, o inventário é o caminho. Se o planejamento é feito em vida, a Holding Familiar é quase sempre a opção mais vantajosa para famílias com patrimônio acima de dois imóveis ou com atividade rural no sudoeste do MT.
A recomendação do Dr. Weder de Lacerda Silva, que atua em Pontes e Lacerda/MT com especialização em ambas as áreas, é clara: não espere o momento da crise para planejar. O planejamento feito hoje protege o que você construiu e garante que as próximas gerações recebam o legado de forma íntegra.